segunda-feira, 2 de junho de 2008

so long

Ficamos por aqui. Não adianta falar do meu querer. Do seu pouco dado. Tudo já dito redito editado. Conto de depois. Que me doerão os olhos dos outros com os quais eu passarei a te olhar. Ter sido passageira, eu que lhe dei a chave pra morar em mim que eu deixo as portas sempre abertas. Ver você alisando cabelos tão diversos, lisos, vermelhos, azul, como se a textura fosse a mesma, como se fossem iguais aos meus crespos e grossos e negros. O que era rosa vira manjericão muito fácil, porque o cigarro te deixou sem olfato nenhum. Eu, que dentre todos os cheiros de gente vindos de você, nunca consegui identificar o meu. Me doerá, verbo intransitivo.

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