quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
me deixa gozar me deixa gozar me deixa gozar
tá entendendo quase nada do que eu digo
eu quero ir embora eu quero dar o fora
... e não calar com a boca de feijão.
eu quero ir embora eu quero dar o fora
... e não calar com a boca de feijão.
dia primeiro
e se eu ficasse bem bem bem gripada no dia do meu aniversário?
mas é mais fácil se esconder no meio da festa.
mas é mais fácil se esconder no meio da festa.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
lua de fel, lua de mel e a horta que ainda não presenteei.
Primeiro Paulo diz a Mauro, que duvidava de Paulo, que Paulo é digno de sentimentos dedicados e exclusivos. Mauro, para operação de tal risco, teve que cegar um pouco, afinal trata-se de fé fede fidúcia... Sentimento aplicado, Paulo se cansa primeiro. Quem pede muito sempre pode se cansar antes. Grande pílula de sabedoria. Paulo se sufoca. E se é para traçar raízes, que se fale de Mauro. É muito Mauro, o tempo todo. Compreensível. Então Mauro é obrigado a diversificar, coisa natural para Paulo, não para Mauro. E é sofrido, no início. Ninguém gosta de ver quebrar a inércia com o rejeito. Ninguém gosta. Mas Mauro vai gostando e entra em outra inércia de gostares e de quereres. É outro o Drummond da vez: mais vasto é meu coração. Seria lindo, se, depois, Paulo não precisasse se sentir digno (de investimento) novamente. E Mauro até acredita na parte que lhe cabe deste latifúndio, mas Mauro agora. Mauro ficou esperto.
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
ressaca
e haja esperança pra caber tanta esperança em um calendário vencido, um calendário novo e horários muito parecidos. trabalha, nêga, trabalha. suga o CO2 de todo santo dia, sua, libera na urina, que a vida vai melhorar. ainda há de ser mais que isso. e aquele ano novo saudável fica pra quando estiver sozinha de novo. e como é difícil ser 2. estar em 2. querer ser 2. e não ser nem 1, às vezes. às vezes sufoca mesmo. mas também ninguém disse que ia ser fácil. inspira, expira. espirra. espicha. mestiça. me atiça. fosse ao menos uma solução, já que não é uma rima. e esse tanto de traça na parede. pense. bichinho persistente. reproduz rápido. como será que se reproduz com toda aquela capa. deve ter que sair de casa. todo mundo sai um dia. partir é bom, é saudável. a pessoa respira limpo. o pulmão se anima. pena que eu seja saudosista demais. tem muita roldana no processador de memória. deve ter sido um saudosista que inventou a expressão. tem gente que nem processa nada. ignorance is bliss, já diria o zé. mas as lembranças... têm que se tornar várias outras coisas até voltarem a ser elas mesmas, só que mais magrinhas. é desesperador, quase sempre. deve vir daí a vocação pra homem-bomba, pro flit paralisante qualquer. putz. lembrei do Suplicy cantando um rap. o único que ele sabe, provavelmente. tá, eu não sei nenhum, mas eu não digo que sei. ele LÊ o rap em tudo que é palestra pra estudante ou movimento social. mas admito que mais funciona que desagrada. eu podia ter um número. um número perfeito, como um pretinho básico. uma palavra mágica, um flit paralisante, surdez intencional, poderes teletransportadores. um número bom. algo que fosse do meu número.
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
A Alberto da Costa e Silva, por Milton Torres.
este pomo, fruto do meu próprio estar,
é verde por relapso. e amarelo
que diz da madureza
encarnado nos ressaltos
onde o sol bate e cresta-o, se não cediço - quse roxo
das cosias preteridas
é verde por relapso. e amarelo
que diz da madureza
encarnado nos ressaltos
onde o sol bate e cresta-o, se não cediço - quse roxo
das cosias preteridas
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