sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

ressaca

e haja esperança pra caber tanta esperança em um calendário vencido, um calendário novo e horários muito parecidos. trabalha, nêga, trabalha. suga o CO2 de todo santo dia, sua, libera na urina, que a vida vai melhorar. ainda há de ser mais que isso. e aquele ano novo saudável fica pra quando estiver sozinha de novo. e como é difícil ser 2. estar em 2. querer ser 2. e não ser nem 1, às vezes. às vezes sufoca mesmo. mas também ninguém disse que ia ser fácil. inspira, expira. espirra. espicha. mestiça. me atiça. fosse ao menos uma solução, já que não é uma rima. e esse tanto de traça na parede. pense. bichinho persistente. reproduz rápido. como será que se reproduz com toda aquela capa. deve ter que sair de casa. todo mundo sai um dia. partir é bom, é saudável. a pessoa respira limpo. o pulmão se anima. pena que eu seja saudosista demais. tem muita roldana no processador de memória. deve ter sido um saudosista que inventou a expressão. tem gente que nem processa nada. ignorance is bliss, já diria o zé. mas as lembranças... têm que se tornar várias outras coisas até voltarem a ser elas mesmas, só que mais magrinhas. é desesperador, quase sempre. deve vir daí a vocação pra homem-bomba, pro flit paralisante qualquer. putz. lembrei do Suplicy cantando um rap. o único que ele sabe, provavelmente. tá, eu não sei nenhum, mas eu não digo que sei. ele LÊ o rap em tudo que é palestra pra estudante ou movimento social. mas admito que mais funciona que desagrada. eu podia ter um número. um número perfeito, como um pretinho básico. uma palavra mágica, um flit paralisante, surdez intencional, poderes teletransportadores. um número bom. algo que fosse do meu número.

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