segunda-feira, 4 de maio de 2009

inventário

Saiu com o pote de líquido para lentes de contato e dois livros encapados embaixo do braço. Bateu a poeira, limpou: isso é meu. O bom de ter pouca coisa é ter pouco pra carregar. Ainda se tivesse esquecido algum pertence, haveria esperança. Mas nem um grampo me deixou. Toda a casa que montei não tinha nada de seu, a não ser os dois livros e o pote de líquido para lentes de contato, tudo cabendo debaixo de um braço só, numa única viagem. O amor tem um tempo pra acontecer, ela me disse uma vez. Gostava de Vinícius.
Desgraçado.

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